Confederações unidas para o crescimento económico

  • 10-07-2013

    CAP, CCP, CIP e CTP unidas por um compromisso para o crescimento económico em Portugal É urgente alterar o rumo - Reorganizar a política de consolidação orçamental; - Reestruturar o tecido empresarial português; - Impulsionar o crescimento da riqueza em Portugal; - Reconquistar a confiança dos portugueses e das empresas portuguesas, em simultâneo com a credibilidade junto dos mercados externos; - Adoptar medidas estruturais para diminuir o desemprego e aumentar a produção; - Promover o financiamento da economia, nomeadamente a necessidade de recapitalização das empresas; Lisboa, 24 de Junho de 2013 - A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e Confederação do Turismo Português (CTP) unem-se por um Compromisso coeso para o crescimento económico em Portugal. Unidos em torno deste objectivo comum CAP, CCP, CIP e CTP estão determinadas em corporizar um Compromisso que conduza ao crescimento económico em Portugal, é nesse sentido que desafiam o Governo a dar um novo rumo à sua actuação para um Portugal com Futuro. Fundamentado na actual e dolorosa conjuntura económica, este Compromisso pretende promover uma adequação entre a realidade e factores como, a política de consolidação orçamental actualmente centrada na redução da procura interna, um forte aumento da carga fiscal e numa escassez de financiamento da economia, de forma a garantir a reestruturação do tecido empresarial português e o crescimento económico em Portugal. A união das confederações propõe que sejam implementadas medidas que permitam aos Portugueses olhar com confiança o futuro, acreditando que o esforço desenvolvido garantirá um Portugal melhor e mais justo. Nos últimos dois anos, o número de desempregados tem vindo a aumentar. Em 2010, a taxa de desemprego era de 10,9%, este ano, ronda os 18%. Paralelamente, a produção caiu 6,3% e o investimento quase 30%. O Compromisso apoiará medidas estruturais necessárias à diminuição do desemprego. Apela, ainda, ao Governo para a necessidade de reconhecer, com humildade, que algo falhou e que de imediato deve alterar este rumo recessivo. As quatro Confederações através deste Compromisso estão disponíveis para ajudar e apoiar nesta decisão. Os porta-vozes deste Compromisso afirmam “Se queremos vencer a crise e colocar de novo a economia a crescer há que mudar de rumo.” Acrescentam, ainda “Para tal, necessitamos, de em conjunto, de equilibrar o esforço de redução do défice público e da dívida externa com o relançamento económico, o qual não pode ser atingido apenas com base na procura externa. Tal implica que sejam claramente atenuadas as pressões que actuam negativamente sobre a procura interna. É urgente, pois, conciliar a redução do défice público com o estímulo ao investimento, à competitividade e ao emprego.” No que diz respeito ao financiamento da economia, há que olhar para a necessidade de recapitalização das empresas com GRANDE determinação. É necessário que o Governo assuma, com clareza, esta mudança, potenciando o capital de estabilidade política e social de que tem beneficiado, da credibilidade do País e com determinação e firmeza, pressionar os responsáveis da política europeia no sentido de rever, de forma realista, as metas de consolidação orçamental e as medidas adoptadas, que deverão, antes de mais, proporcionar um novo ciclo de crescimento económico.